O senador Carlos Bezerra (PMDB-MT) defendeu a criação imediata de um mercado comum para a área que abrange os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Acre, Rondônia e o Distrito Federal. O organismo, denominado Mercoeste, teria o propósito de desenvolver as potencialidades econômicas, em especial o turismo ecológico, e as cadeias produtivas da região.
Para Carlos Bezerra a realização do encontro de Brasília, no último dia 30 de outubro, com a presença de governadores ou representantes dos seis estados e do DF, marcou uma nova etapa rumo à construção do Mercoeste. Foi firmado um pacto de desenvolvimento integrado e surgiu o primeiros resultado concreto: um convênio assinado pelos sindicatos das indústrias de móveis e vestuário do DF e a Agência de Promoção de Exportações (Apex) vinculada ao Ministério do Desenvolvimento.
Carlos Bezerra defendeu a cooperação entre essas unidades da Federação e disse que o Mercoeste representará uma iniciativa de integração entre elas. "Não haverá espaço para a prática conhecida como guerra fiscal, em que a competição entre os estados acaba por prejudicar a todos eles", garantiu.
Ele apontou a carência de mão-de-obra especializada na região como um dos grandes obstáculos a serem superados para dar impulso a esse programa de desenvolvimento. E enfatizou que, por essa razão, a participação das universidades, em especial da Universidade de Brasília, representa passo importante não só para formação de especialistas como também para desenvolvimento de pesquisa tecnológica e do programa conhecido como incubadora de empresas.
Carlos Bezerra citou o fomento ao turismo ecológico e a formação de um consórcio de empresas de informática para facilitar a importação de máquinas (hardware) e a exportação de programas (software),como os próximos passos para sedimentar o mercado comum. "No futuro, podemos até pensar na criação de uma agência de desenvolvimento de natureza privada, um caminho ágil para estimular ações e projetos", concluiu Carlos Bezerra.
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