Em meio às denúncias de que o ex-secretário-geral da Presidência da República, Eduardo Jorge Caldas Pereira, estaria envolvido com a liberação de verbas para a obra superfaturada do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, coube à subcomissão criada para acompanhar a apuração das denúncias da CPI do Judiciário, tomar depoimentos e dar continuidade ao trabalho de investigação.
Presidida pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a subcomissão realizou 15 reuniões entre agosto e setembro, colhendo informações sobre como os recursos públicos foram liberadas para a obra, comandada pelo juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, hoje preso. Membros do Ministério Público prestaram depoimento, mas a subcomissão não conseguiu a quebra de sigilo dos principais envolvidos.
Ao fim dos seus trabalhos em 2000, a subcomissão, que teve como vice-presidente o senador Jefferson Péres (PDT-AM) e como relator o senador José Jorge (PFL-PE), decidiu pedir à Comissão de Fiscalização e Controle (CFC), encarregada de fiscalizar ações do Executivo, que continue acompanhando as investigações, hoje a cargo do Ministério Público.
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