Para o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Ney Suassuna (PMDB-PB), além de cumprir suas funções permanentes de discutir e aprovar projetos, nos últimos dois anos, a CAE converteu-se em um fórum permanente de debates sobre todos os setores da economia nacional. Em discurso na última sessão plenária do ano, o senador informou que, neste ano, a comissão realizou 60 reuniões, "um recorde que não foi igualado por nenhuma outra comissão".
- Não nos limitamos ao papel de médico legista, que analisa fatos passados, mas assumimos um papel de clínico geral, que cuida da higidez do paciente ¿ comparou o senador, referindo-se à economia nacional.
Outro papel da CAE neste período, disse Suassuna, foi buscar que os três níveis de executivo e órgãos públicos ajustassem as suas contas em busca do equilíbrio fiscal. Neste sentido, ele considera que a CAE atuou como "obstetra", auxiliando no nascimento de novos conceitos para a economia e a administração pública nacionais.
Além das reuniões no Senado, o presidente da CAE lembrou que promoveu jantares às quartas-feiras, quando convidava autoridades do governo federal para conversar com os senadores sobre os problemas nacionais. Temas como responsabilidade fiscal, além de problemas específicos de setores como aviação e siderurgia, permearam as preocupações da comissão no período, na avaliação de Suassuna.
Para o senador, outra lição aprendida nos últimos tempos foi compreender, por meio de contatos com membros do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Judiciário, a complexidade da elaboração de leis. "Somente com leis completas, a Justiça poderá redigir sentenças adequadas", disse.
Em aparte, o senador Ricardo Santos (PSDB-ES) disse que foi "testemunha do espírito democrático que marcou a condução dos trabalhos da CAE", sob a presidência de Suassuna. Para ele, a negociação da Lei de Informática, quando foram realizadas audiências públicas, foi um exemplo disso.
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