Ao longo de todo o ano de 2000, avalia o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), o Congresso Nacional esteve sempre solidário com o Poder Executivo. Todos os projetos que eram de interesse do governo, recorda, foram aprovados pela Câmara e pelo Senado.
- O Congresso não faltou ao governo ¿ disse Arruda. Para ele, essa parceria entre o Executivo e o Legislativo ajudou o país a terminar o ano de 2000 melhor do que começou e em situação muito mais confortável do que há dois anos, quando ocorreu a crise cambial. "Em todo esse período, o Congresso deu um apoio inestimável ao governo, e podemos agora olhar para o futuro com muito mais esperança, provando que os pessimistas erraram mais uma vez ao dizerem, em 1999, que o país iria quebrar", observou.
Entre as matérias mais importantes apreciadas neste ano pelo Legislativo, Arruda cita a Lei de Responsabilidade Fiscal ¿ "que muda a cultura brasileira no que diz respeito aos gastos públicos" ¿ e os três projetos de combate à sonegação fiscal que, aprovados por meio de acordo entre as lideranças, permitirão o aumento do salário mínimo para R$ 180 a partir de abril do ano que vem.
Também foram relevantes, na opinião do líder, as votações da emenda constitucional que permitiu a elevação dos gastos dos três níveis de governo com a saúde e do projeto que limitou a propaganda de cigarros.
Para 2001, Arruda vê como prioridade da agenda legislativa os projetos que compõem a reforma política ¿ como os que estabelecem o fim das coligações nas eleições proporcionais e o fortalecimento da fidelidade partidária. "Precisamos aprimorar o nosso sistema político, combatendo os partidos de aluguel e a corrupção nas campanhas", defendeu o líder do governo.
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