A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga o roubo de cargas em todo o país, volta a realizar, nas próximas quinta (dia 7) e sexta (dia 8), mais uma série de audiências públicas em São Paulo, o estado em que ocorre pelo menos a metade dos roubos em rodovias. O objetivo, segundo o senador Romeu Tuma (PFL-SP), presidente da CPI, é confrontar o detento Sálvio Barbosa Vilar, atualmente preso em Brasília (DF), e 14 policiais do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), acusados de comandar uma poderosa quadrilha, que atua no desvio de cargas e extorsão.
"Há fortes indícios de que Sálvio não está mentido", afirmou o senador, apontando para a quantidade de detalhes fornecidos pelo preso. Ele teria trabalhado durante alguns anos como informante do Depatri e da quadrilha de policiais.
A CPI também ouviu, há duas semanas, o depoimento do diretor do Depatri, Godofredo Bittencourt, o que provocou o pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de 15 pessoas. Para Romeu Tuma, a CPI, que deve funcionar até dezembro de 2001, terá cumprido sua finalidade quando atingir os principais receptadores de carga roubada no país. Na agenda de 2001, a comissão deve visitar diversas capitais do país.
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