Com base em dados levantados pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) destacou o crescimento do emprego feminino na região entre 1979 e 1996, com o fim das ditaduras militares e o restabelecimento da democracia. Este crescimento, informou o senador, superou 4,5%, chegando a 5,1% no Brasil, e trazendo como conseqüência a substituição de valores conservadores por ideais progressistas e de vanguarda.
- Inegavelmente, as mulheres foram um dos atores sociais mais importantes a contribuir de maneira determinante para a modificação desses princípios ultrapassados. Até hoje, elas continuam na linha de frente em defesa de bandeiras cada vez mais modernas e atuais - afirmou.
Alcântara informou ainda que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está havendo um crescente desinteresse das mulheres pelo casamento oficial e tradicional. Segundo esses dados, o percentual de mulheres entre 15 e 50 anos que preferiam viver uma relação informal com os seus parceiros passou de 6,6% em 1979, para 15,4% em 1996. O número de famílias chefiadas por mulheres que trabalhavam passou de 18% para 23%.
Outro dado apontado pelo senador como fator responsável pela ascensão social e econômica das mulheres no Brasil, é o avanço da escolaridade nas últimas duas décadas. Ele explicou que, enquanto os homens que completaram o segundo grau representam 14% da população total, as mulheres com o mesmo nível de instrução já atingiram os 17%.
- A ascensão feminina no Brasil, em todas as instâncias da vida social, política, jurídica e econômica, prova definitivamente que a nossa sociedade é uma das mais abertas do mundo. Apesar de termos o sangue latino, somos, ao mesmo tempo, um povo aberto às mudanças e com uma incrível capacidade de adaptação ¿ concluiu Lúcio Alcântara.
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