O relator da Subcomissão do Cinema Brasileira, da Comissão de Educação, senador Francelino Pereira (PFL-MG) assegurou nesta sexta-feira (dia 8), que as relações entre o cinema nacional e o poder Legislativo, "que até recentemente não existiam, deverão se estreitar significativamente até dezembro". Ao final dos seus trabalhos, disse o senador, a subcomissão, que realizou nesta sexta-feira sua primeira audiência pública, deverá apresentar projetos para que o cinema se firme como expressão artística de um povo e como produto economicamente viável.
Francelino observou que até agora não havia uma iniciativa concreta no sentido de estabelecer o convívio e o debate entre o Congresso Nacional e a classe cinematográfica. O primeiro passo para que seja construída uma situação favorável ao desenvolvimento estável do cinema nacional, entende o senador, é ouvir o que a própria classe tem a dizer sobre as suas dificuldades e perspectivas.
Participaram da audiência pública desta sexta-feira Nelson Pereira dos Santos e Roberto Farias (direção), Gustavo Dahl (legislação), Adirana Rattes (exibição), a professora Maria Dora Mourão, da Escola de Cinema da USP, e Marcos M. Marins, do Cinemabrasil-Internete.
O presidente da Subcomissão, senador José Fogaça (PMDB-RS) informou que deverão ser realizadas audiências públicas em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, "tradicionais centros de atividades cinematográficas no Brasil". O propósito da subcomissão, disse o senador, "é dar voz ao cinema brasileiro e buscar uma forma para que se possa, quem sabe através de uma nova legislação, incentivar e criar uma indústria cultural sólida, que possa se sustentar sozinha".
MAIS RECURSOSO líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), anunciou, durante a reunião da subcomissão, que projeto de sua autoria e do deputado Ubiratan Aguiar, aumentando de 1% para 10% o valor deduzido da arrecadação com as loterias para incentivo à cultura, poderá ser aprovado dentro de 60 a 90 dias. Ele explicou que parte dos recursos deverá ser aplicada no cinema brasileiro.
Arruda também comunicou à subcomissão que encerrou a biografia que estava escrevendo sobre D. Lúcia Rocha, mãe de Gláuber. No trabalho, além da vida de D. Lúcia, que hoje é a responsável pelo "Templo Gláuber", no Rio, Arruda disse contar sua versão sobre o Cinema Novo.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "SUBCOMISSÃO QUER VIABILIZAR CINEMA BRASILEIRO COMO ARTE E COMO PRODUTO"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.