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GERALDO CÂNDIDO COBRA AÇÃO CONTRA VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 8 de outubro de 1999
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Os abusos representados pela tortura e a pena de morte continuam a ser praticados em muitos países e exigem uma resposta internacional firme, conforme alertou o senador Geraldo Cândido (PT-RJ) a propósito do Dia Mundial da Anistia, celebrado em 4 de outubro. O senador também louvou o trabalho da Anistia Internacional, considerada por ele "a maior organização mundial de defesa dos direitos humanos".

Observando que não se pode calar diante da impunidade, Geraldo Cândido defendeu a anulação do julgamento que levou à absolvição dos oficiais responsáveis pelo massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, no qual morreram 19 trabalhadores rurais. Ele também denunciou o recente assassinato, no Rio de Janeiro, dos sindicalistas Marcos Otávio Valadão e Edma Rodrigues Valadão e citou série de reportagens do jornal O Globo sobre a prática de tortura nas delegacias do Rio.

Relatório da Anistia Internacional sobre o preconceito racial do sistema penal norte-americano foi destacado por Geraldo Cândido. O estudo mostra que dos 500 presos executados entre 1997 e fins de 1998, mais de 81% haviam sido condenados pelo assassinato de uma pessoa branca, apesar de haver em todo o país praticamente o mesmo número de vítimas negras e brancas de homicídios.

Geraldo Cândido cobrou a libertação do jornalista Mumia Abu Jamal, ativista negro norte-americano, cuja prisão constitui, segundo o senador, "um dos mais notórios casos de injustiça e de racismo do Judiciário norte-americano".

Ao homenagear a Anistia Internacional, Geraldo Cândido ressaltou que a entidade surgiu de maneira original, fundada pelo advogado inglês Peter Benenson depois de ler a notícia de que dois estudantes portugueses foram condenados a sete anos de prisão por terem erguido um brinde à liberdade, em um bar de Lisboa, durante a ditadura de Salazar. A partir da publicação, em vários jornais do mundo, do artigo Os prisioneiros esquecidos, leitores começaram a enviar a Benenson cartas de apoio e ofertas de ajuda prática, o que levou à criação da entidade que luta pelos direitos humanos.

 

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