O senador Roberto Requião (PMDB-PR) informou, em discurso no plenário nesta quinta-feira (dia 7), que apresentará requerimento à Receita Federal pedindo informações sobre o Grupo Abril. O senador deseja saber a origem dos recursos enviados ao exterior por empresas do grupo, via contas CC5, e por qual motivo o grupo empresarial estava utilizando essas contas. Deseja saber ainda se essas riquezas foram tributadas.
Requião afirmou ainda que o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita escriturou um imóvel de quase mil metros quadrados em seu próprio nome - o apartamento de número 11 do Edifício Fábio Prado na Rua Escócia 253, em São Paulo, capital - pelo valor de R$ 390 mil.
- Nenhum apartamento naquele edifício foi vendido por menos de R$ 1,8 milhão, nem na planta. Civita pagou R$ 2,5 milhões por aquele apartamento. Há sinais claros de sonegação - afirmou o senador.
Citando reportagem publicada na revista Veja em que sua esposa foi acusada de comprar dólares de maneira ilegal, o senador defendeu a necessidade de uma legislação mais ágil que garanta o direito de resposta. Destacou que a lei de imprensa existente hoje "remonta à ditadura". Disse ter "comprado a briga com o Grupo Abril" e que a enfrentará "como uma cruzada, uma Guerra Santa". Disse ter recebido conselhos para que parasse com as denúncias, mas não os aceitou.
- Quando agridem a mim, agridem aos paranaenses que me deram seus votos. Não tenho o que temer, minha vida é límpida. Ouro puro não teme fogo - citou, dizendo tratar-se de um ditado chinês.
Diversas vezes o senador destacou não estar propondo a censura à imprensa e sim um instrumento de defesa da honra e da cidadania.
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