O senador Carlos Patrocínio (PFL-TO) lamentou nesta quinta-feira (dia 7) a paralisação da construção da Ferrovia Norte-Sul, considerando que o empreendimento seria uma ferramenta fundamental para o escoamento da produção agrícola do interior do país e para a diminuição das desigualdades regionais. Citando relatório da Associação dos Produtores Norte-Americanos de Soja, de 1988, época do lançamento da idéia de se construir a ferrovia, Patrocínio disse que interesses dos Estados Unidos tiveram influência na descontinuidade da obra.
- O estudo deixa claro que, se o Brasil construir uma ferrovia no Centro-Oeste, nosso produto terá mais chance no Hemisfério Norte do que o dos Estados Unidos - comentou o senador
Patrocínio defendeu também o reinício das obras da Hidrovia Araguaia-Tocantins, embargadas por decisão judicial. Para ele, a estagnação dos dois empreendimentos prejudica a produção e exportação nacionais e acentua as disparidades regionais, impedindo o refluxo do movimento migratório.
Patrocínio observou com preocupação que mais de 70% do transporte de alimentos no Brasil é feito por rodovias. Essa situação, na opinião do senador, inverte a lógica econômica do custo-benefício.
- A cada dez toneladas de carga, mais de seis são transportadas por rodovia; duas, por ferrovias; uma, por meio aquaviário. Com um litro de óleo diesel transporta-se uma tonelada por 25 quilômetros de rodovia; enquanto com a mesma quantidade de combustível, transporta-se a mesma carga por 84 quilômetros de ferrovia.
Em aparte, o senador Leomar Quintanilha (PPB-TO) defendeu a associação entre os sistemas hidroviário e ferroviário. "Isso certamente permitirá aos estados do Centro-Oeste condições de igualdade na tentativa de colocarem seus produtos em quaisquer mercados. É uma necessidade nacional a mudança de matriz do transporte brasileiro", disse ele..
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