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JADER APLAUDE SOLUÇÃO DO GOVERNO PARA O DÉFICIT

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 7 de outubro de 1999
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O líder do PMDB no Senado, Jader Barbalho (PA), aplaudiu, nesta quinta-feira (dia 7), a decisão do governo de aumentar a carga tributária das empresas e cortar despesas com custeio e investimentos para cobrir o rombo da Previdência Social, orçado em R$ 19 bilhões, em vez de insistir em taxar mais os servidores públicos ativos e inativos.

- Foi o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, quem sugeriu a maior parte das medidas que, além de arrecadar o que o governo precisa, irão diminuir a elisão fiscal do sistema financeiro e disciplinar o envio de remessas ao exterior. Festejo o fato da CPI dos bancos já ter proporcionado resultados importantes para o país, ao decidir convocar Everardo - argumentou Jader.

Para o senador pelo Pará, a administração pública terá que enfrentar o déficit previdenciário que é da União, estados e municípios. "Mas será preciso explicar bem à sociedade a natureza estrutural do déficit e encontrar soluções permanentes. Será indispensável discutir o problema com a oposição também, para que a solução seja da sociedade, não apenas do governo", observou.

Jader Barbalho relatou que na reunião de segunda-feira (dia 4) do presidente Fernando Henrique Cardoso com ministros e lideranças dos partidos políticos, o governo estava decidido a enviar ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional propondo exatamente medidas de taxação dos servidores inativos e aumento de alíquota dos ativos que foram consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal.

- O PMDB discordou. O líder na Câmara, Geddel Vieira Lima, e eu ponderamos que essa decisão poderia criar um impasse no Congresso e na sociedade. Essa solução era o que a equipe econômica queria, mas as lideranças políticas fizeram sentir ao presidente a inconveniência de propor o que o STF havia rejeitado por unanimidade - enfatizou.

Ao concluir seu pronunciamento, Jáder Barbalho afirmou estar o PMDB sempre pronto a ajudar o governo. "O partido discordou, mas apresentou alternativas viáveis e festejo a decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso de acatá-las".

 

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