Os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito que está apurando denúncias de irregularidades no Poder Judiciário aprovaram requerimento apresentado pelo senador Carlos Wilson (PPS-PE), convidando dois magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso a prestar esclarecimentos à CPI, em data ainda a ser marcada. Deverão ser ouvidos os desembargadores Athaíde Monteiro da Silva e José Geraldo Rocha Barros Palmeira.
O desembargador Athaíde Monteiro deverá prestar esclarecimentos sobre os depoimentos dos advogados Elarmin Miranda e Marco Aurélio Rodrigues Ferreira, que afirmaram à CPI que o empresário Josino Pereira Guimarães teria intermediado a venda do resultado de uma sentença, apresentando-se como assessor de magistrados do TJMT, entre eles, Athaíde Monteiro.
Elarmin informou ainda que, do seu escritório de advocacia em Cuiabá, Josino Guimarães teria telefonado para uma pessoa, a quem teria tratado por desembargador Athaíde, e conversado sobre a venda do resultado do julgamento. Marco Aurélio testemunhou que conversou duas vezes por telefone com um homem que, segundo o empresário, era Athaíde Monteiro. Josino esteve esta semana na CPI mas, amparado por um habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, se recusou a prestar qualquer esclarecimento.
Por sua vez, o desembargador Geraldo Palmeira deverá depor sobre informações prestadas pelo juiz alagoano Daniel Antonio Souza Accioly, que contou aos senadores da CPI que o magistrado mato-grossense teria intercedido junto a ele com o objetivo de viabilizar a transferência para a comarca onde Daniel era juiz, Atalaia (AL), de Mariz Luíza Almirão dos Santos, condenada por tráfico de drogas. Ela cumpria pena em Alto Araguaia (MT).
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