Ao discursar no Dia Mundial da Alimentação, nesta quarta-feira (dia 6), o senador Osmar Dias (PSDB-PR) disse que o caminho para acabar com a fome e a miséria no Brasil é a melhor distribuição da terra. Ele citou dados do governo, segundo os quais há no país dois milhões de hectares de latifúndios improdutivos.
Para Osmar Dias, a reforma agrária representa o melhor instrumento para distribuir terra e aumentar a produção brasileira há anos estagnada em 80 milhões de toneladas de grãos. Ele observou que os agentes financeiros, no entanto, não estão sendo colocados a serviço do combate à miséria e da geração de empregos. "O BNDES prefere financiar a indústria automobilística", afirmou.
O senador pelo Paraná alertou que, em conseqüência das "políticas de modernidade e abertura da economia ao exterior", 600 mil trabalhadores perderam seus empregos na lavoura de algodão e 400 mil nas lavouras de trigo. Ele informou que há semanas tenta falar com o presidente do BNDES, Andrea Calabi, sobre financiamento para garantir 100 mil empregos no setor de álcool e açúcar no Paraná, mas não consegue ser atendido.
Osmar Dias aplaudiu o Papa, por ter pedido o perdão da dívida externa dos países mais pobres do mundo. "Ele também deveria pedir a diminuição do protecionismo da Europa, Estados Unidos e "tigres asiáticos" que hoje gastam meio trilhão de dólares em subsídios ao setor agrícola. Se fosse possível reduzir esse montante à metade, isso significaria importar mais US$ 50 bilhões em commodities que viriam dos países em desenvolvimento".
Em aparte, o senador Roberto Saturnino (PSB-RJ) disse que não se poder falar em Dia Mundial da Alimentação sem lembrar do continente africano onde o problema é maior. "A política cínica do capital financeiro internacional acredita que seria até bom acabar com a África inteira, porque minoraria a taxa de destruição do planeta".
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "OSMAR DIAS PREGA DISTRIBUIÇÃO DE TERRA PARA COMBATER A FOME"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.