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SENADORES MANIFESTAM-SE CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA ELETRONORTE

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 4 de outubro de 1999
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Todos os senadores que apartearam o pronunciamento do líder do PMDB no Senado, Jader Barbalho (PA), também se manifestaram contra a privatização da Eletronorte. Mesmo discordando das razões elencadas pelo peemedebista, o líder do governo, José Roberto Arruda (PSDB-DF), afirmou que "dividir a Eletronorte me causa profunda preocupação", pois a empresa não é uma simples estatal de energia elétrica, "é uma agência de desenvolvimento regional". Arruda disse já ter conversado com o presidente da República sobre o assunto e que voltará a fazê-lo, dado que ele também, como engenheiro eletricista, considera que o encaminhamento dado à Eletronorte "é um equívoco".

O senador Edison Lobão (PFL-MA), que disse estar entre "os que acreditavam na necessidade de privatizar estatais", registrou que devia "admitir que os resultados não têm sido satisfatórios" e, quanto à Eletronorte, manifestou-se "completamente de acordo" com os pleitos feitos por Jader Barbalho. Ramez Tebet (PMDB-MS), por sua vez, enfatizou que "já basta de privatizações", mesmo porque as já feitas não demonstraram ser este o melhor caminho na busca de mais eficiência. "Os serviços pioraram, o patrimônio diminuiu", alegou, além de as privatizações "estarem mexendo com nosso sentimento de brasilidade".

Favorável ao processo de desestatização, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) afirmou que "é tempo de fazer um balanço", dado que uma coisa é privatizar uma usina siderúrgica, outra, vender Tucuruí. Assegurando que a preocupação de Jader é a de todos os amazonenses também, Péres considerou que Tucuruí é uma usina hidrelétrica de uso múltiplo e não apenas de energia elétrica. Romero Jucá (PFL-RR) concordou que a cisão da Eletronorte separará a parte rentável da parte social da empresa.

Gilberto Mestrinho (PMDB-AM) disse que a privatização de Tucuruí "é um grande risco para a Amazônia" e caracterizou assim o conjunto de políticas neoliberais recomendadas e seguidas pelos países da América Latina após a queda do Muro de Berlim: "É como se o chefe de família abandonasse seus filhos porque eles dão despesa". Emília Fernandes (PDT-RS) sugeriu que Jader Barbalho proponha um plebiscito nacional sobre a privatização da Eletronorte, e não apenas nos estados em que a empresa atua. "A questão da Amazônia é do Brasil e do mundo", argumentou.

 

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