Os conselhos dados pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga, a investidores internacionais foram considerados "uma agressão ao Brasil" pelo senador Roberto Freire (PPS-PE). O presidente do BC disse que "Minas não é o Brasil", ao tentar convencer investidores a manterem dinheiro aplicado no País. Segundo Freire, como servidor público, Fraga jamais poderia ter se comportado como consultor de interesses privados,.
- O governo tem que se pronunciar sobre a atitude do presidente do Banco Central. Ele não agrediu só a Minas Gerais. E mostrou que está agindo como se pertencesse ainda à equipe do especulador George Soros - disse Freire.
Conforme o senador, nunca antes ficou tão evidente que o Banco Central não é um banco público. Fraga trouxe para a instituição a concepção de que o BC é uma extensão de suas atividades pessoais, na opinião de Freire. E passou a dizer aos investidores onde estão as melhores oportunidades de aplicação e onde se pode lucrar mais.
- Ele tinha que defender os interesses nacionais - recomendou Freire.O senador também defendeu a tese de que o governo deve se pronunciar sobre as acusações que estão sendo dirigidas ao ministro da Defesa, Élcio Álvares.
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