A Comissão Parlamentar de Inquérito que está apurando denúncias de irregularidades no Poder Judiciário reúne-se na próxima quarta-feira (dia 3), às 17 horas, para que o seu relator, senador Paulo Souto (PFL-BA), apresente o relatório sobre o caso, investigado pela CPI, da condenação bilionária sofrida pelo Banco da Amazônia S.A. (Basa). Na mesma reunião, os senadores tomarão o depoimento de Beatriz Rondon Joaquim, que está movendo uma ação cobrando parte da herança deixada por seu pai, que teria ficado integralmente com seu meio-irmão, um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O processo que condenou o Basa a indenizar a Sociedade Anônima Brasileira da Indústria da Madeira (Sabim) envolve valores que chegam a R$ 81 bilhões, de acordo com cálculos efetuados por peritos contábeis da Justiça do Pará, e que foram denunciados à CPI. O valor, segundo o relator Paulo Souto, representa, por exemplo, quatro vezes o patrimônio da Petrobrás, a maior empresa brasileira.
Na segunda parte da reunião da quarta-feira, os senadores ouvirão Beatriz Rondon, sobre um caso denunciado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado no início de setembro. Herdeira do ex-desembargador Péricles Rondon, de quem o desembargador Ernani Vieira de Souza era enteado, ela acusa seu meio-irmão de ter usado de sua influência no TJMT para se apossar de todo o espólio, que teria Beatriz como única herdeira legítima.
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