O senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO) alertou para o agravamento do problema da pobreza e da miséria no Brasil que, segundo ele, pode arrastar o país a uma convulsão social sem precedentes e com conseqüências imprevisíveis. "Em verdade, a luta contra a pobreza é uma questão consensual, que está unindo forças políticas antagônicas, e que haverá de mobilizar todas as correntes em ação no Congresso Nacional, assim como as demais forças vivas da nação", afirmou o senador.
Eduardo Siqueira Campos lembrou o encontro entre o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, e o presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), Luís Inácio Lula da Silva, ocorrido, segundo ele, graças ao interesse comum em erradicar a pobreza no país. Baseado em dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o senador disse que os pobres somam 57 milhões de pessoas ou 36% da população brasileira, enquanto os miseráveis atingem 11%, o equivalente a 16,5 milhões de pessoas.
- Se formos considerar o critério adotado pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), organismo vinculado à ONU, nossa situação é ainda mais grave, pois para ela são pobres os que vivem com menos de R$ 100 por mês, e miseráveis, os que contam com menos de meio salário mínimo mensal, enquanto no Brasil o Ipea considera pobres aqueles que sobrevivem com menos de meio salário mínimo - ressaltou o senador.
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