O relator da Subcomissão do Cinema Brasileiro, senador Francelino Pereira (PFL-MG), disse nesta quinta-feira (dia 28), durante audiência pública da subcomissão com representantes de diversos segmentos do setor, que a distância que existia entre parlamentares e cineastas, "está começando a desaparecer". Esse, segundo ele, é o primeiro resultado concreto dos trabalhos da subcomissão.
Levantar as principais dificuldades que impedem a atividade cinematográfica de se desenvolver tecnicamente e ocupar o espaço que lhe cabe na vida cultural brasileira é, segundo o relator, o objetivo da subcomissão, que ao final das suas atividades deverá apresentar propostas para alteração da legislação nessa área.
Francelino defendeu o fim dos preconceitos que porventura ainda existam em relação ao homem público por parte daqueles que fazem cinema, "porque aquí não tem ninguém nomeado, todos fomos eleitos". O senador ressaltou que o Congresso é o resultado das virtudes e dos defeitos da sociedade brasileira. "Somos um espelho do país", afirmou.
O presidente da subcomissão, senador José Fogaça (PMDB-RS), observou que a linha adotada pelo governo para estimular a atividade cinematográfica é insuficiente. Ele recomendou que sejam adotadas novas políticas públicas, que devem ser mais contundentes.
Por sua vez, o senador Saturnino Braga (PSB-RJ) destacou o acerto da proposta feita pela produtora Mariza Leão - uma das três expositoras dessa manhã na subcomissão -, no sentido de que a televisão passe a exibir filmes nacionais, mas ressalvou: "a parceria com a TV deve ser viabilizada, mas de uma maneira que interesse à televisão, para que ela não aja de má vontade".
O senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) concordou que a aproximação entre a televisão e o cinema brasileiro deve ser estimulada. Ele também aplaudiu as produções regionais para a televisão. "No Ceará tem uma TV a cabo especializada em produção local, que faz grande sucesso junto ao público", assegurou.
Já o senador Agnelo Alves (PMDB-RN) manifestou-se contrário a que a televisão "seja obrigada" a exibir filmes nacionais. Para ele, são linguagens bastante diferentes e dificilmente daria certo:
- Eu mesmo nunca ia querer assistir uma novela em tela de cinema - ressaltou.
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