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MÉDICOS DIVERGEM SOBRE SEMANA DE COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 26 de outubro de 1999
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Não houve consenso na audiência pública realizada na Comissão de Educação, nesta terça-feira (dia 26), em que especialistas debateram com os senadores o projeto da deputada federal Telma de Souza (PT-SP) que propõe a criação da Semana Nacional de Combate e Prevenção ao Câncer de Próstata. O ponto de discórdia foi se deveria ser colocado ou não à disposição da população masculina acima de 40 anos, exames para o diagnóstico da doença.

Autor do requerimento para a realização da audiência pública, o senador Sebastião Rocha (PDT), relator do projeto na Comissão de Educação, revelou que somente após consultar alguns especialistas sobre o assunto, foi que descobriu a existência de controvérsias com relação ao tema. Por este motivo ele sugeriu a audiência pública, da qual participaram Álvaro Sarkis e Sami Arap, da Faculdade de Medicina da USP, Ronaldo Damião, da Sociedade Brasileira de Urologia e José Kogute, do Instituto Nacional do Câncer. .

Primeiro a falar, Sami Arap reconheceu que o tema é bastante controverso. Depois de apresentar dados estatísticos sobre a incidência da doença em vários países, ele disse que o Brasil não deve fazer rastreamento para diagnosticar o câncer de próstata. Por outro lado, ele elogiou o projeto da deputada por propor uma divulgação maior sobre a doença. .

José Kogute falou que o câncer de próstata continua sendo uma doença com vários pontos ainda não devidamente esclarecidos pelos cientistas que se dedicam ao assunto. Ele também sugeriu a continuidade do debate para que possa se chegar a um consenso e a análise de experiências semelhantes realizadas em outros países. Álvaro Sarkis posicionou-se favoravelmente ao esclarecimento sobre a doença, mas defendeu que a pessoa deverá optar por fazer o exame ou não. .

Único a defender a instituição da campanha de acordo com o projeto da deputada, inclusive com a realização de exames junto à população, Ronaldo Damião falou que deve haver o exame em homens com mais de 50 anos, mas que devem existir recursos hospitalares para tratar os casos diagnosticados da doença. A deputada Telma de Souza revelou que seu projeto tem como um dos objetivos evitar que o preconceito e a vergonha contribuam para que homens morram em virtude do câncer de próstata.

 

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