Os senadores da CPI do sistema financeiro reúnem-se na quarta-feira (dia 27) para decidir se a comissão deve ou não investigar uma denúncia da revista IstoÉ Dinheiro de que o Banco Central descobriu operações irregulares no Banco Excel que "fizeram desaparecer US$ 100 milhões" da instituição. O Excel foi o comprador do Banco Econômico, dentro do Proer, o que exigiu injeções financeiras próximas de R$ 5 bilhões do Banco Central.O relator da CPI, senador João Alberto (PMDB-MA), informou nesta quinta-feira (dia 21) que a comissão designou dois assessores para que façam um levantamento junto ao Banco Central para verificar o que realmente foi descoberto e municiar os senadores antes de tomarem a decisão. O senador Jader Barbalho (PA), líder do PMDB, já havia apresentado requerimento à CPI para investigar o episódio Excel, mas até agora seu pedido não foi votado pelos senadores.Ao depor à CPI, em agosto, Ezequiel Nasser, ex-dono do Excel, afirmou ter deixado o banco "tinindo" e que o vendeu ao Banco Bilbao Viscaya "por apenas um real". Conforme a IstoÉ Dinheiro, o Banco Central descobriu operações financeiras simuladas envolvendo também a agência do Banco Excel-Econômico nas Bahamas, conhecido paraíso fiscal.Na mesma reunião da próxima quarta-feira (dia 27), os senadores devem ouvir partes do relatório de João Alberto que tratam dos negócios entre o Banco do Brasil e a construtora Encol e da venda de dólares pelo BC, a preços favorecidos, aos bancos Marka e FonteCindam.
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