Ao defender nesta quarta-feira (dia 20) a indicação do general José Luiz Lopes da Silva para o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), o líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF) garantiu que, quando ocorreu o episódio de Volta Redonda, "a quilômetros de onde estava o general", este ordenou o recuo da tropa e evitou uma tragédia ainda maior, de modo que "ele fez exatamente o contrário do que o acusam". O senador salientou que, após o depoimento do general na CCJ, a ampla maioria de senadores presentes aprovou seu nome, pois "convenceram-se da sua firmeza de caráter e de espírito democrático". Apesar disso, Arruda reconheceu que "seria melhor que não fosse esse o nome indicado", para que ele, como líder do governo, não tivesse que trazer essas explicações.- Trata-se de um general, mas trata-se também de um democrata - insistiu. O líder do governo também disse ter procurado o ministro da Defesa, Elcio Alvares, para saber qual era seu julgamento pessoal sobre o general e o ministro lhe assegurou que tratava-se de "um homem de bem, profissional correto, com folha de serviço irretocável". Assim como o Ministério da Defesa, ao indicar o nome de José Luiz Lopes da Silva, evitou qualquer "tipo de preconceito em relação àqueles que agiram corretamente no cumprimento do seu dever", Arruda disse que também não queria cometer tal injustiça. Ele relatou que, ainda estudante, foi preso pelo regime militar e, anos depois, encontrou aquele que o prendera. Conversaram, continuou, e "aprendi que é preciso respeitar as pessoas, cada uma dentro de sua circunstância histórica".
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