O senador Romeu Tuma (PFL-SP) lamentou nesta terça-feira (dia 19), durante homenagem ao Dia do Professor, a escalada de violência e criminalidade nas escolas, "especialmente o narcotráfico, que tenta incessantemente fixar raízes entre os jovens, levando terror a mestres e alunos". Ao afirmar que a insegurança atinge crianças às portas das escolas e também policiais designados para protegê-las, o senador frisou que esta situação "tem tornado mais árdua a missão dos professores, que já se debatem com os transtornos pessoais causados pela deficiente retribuição salarial".
Em seu discurso, Tuma lembrou que sua esposa, Zilda, foi professora por mais de 25 anos e responsável pela alfabetização de seus quatro filhos e também elogiou o trabalho desenvolvido pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza. "Sua Excelência discutiu com os parlamentares presentes na Comissão para a Erradicação da Pobreza o papel da educação na eliminação das desigualdades sociais", explicou o senador.
Em aparte, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) aliou-se a Tuma na homenagem aos professores e relatou conversa tida há poucos dias com uma professora aposentada de Vitória. Segundo o senador, a professora, convidada a substituir uma colega na mesma escola onde dava aulas há oito anos, surpreendeu-se com as mudanças. "A professora disse-me que tudo mudou. Os alunos não respeitam mais nada e falam muitos palavrões em sala de aula", contou o parlamentar. Camata disse, ainda, que muitas vezes o professor é vítima dos pais quando reprime o desrespeito do aluno.
Romeu Tuma concluiu a homenagem lendo um texto que encontrou no site do Ministério da Educação na Internet, que, segundo ele, resume os vários papéis assumidos pelos professores nas salas de aula. O texto é uma síntese da obra "A Arte do Magistério", numa tradução de Edmond Jorge.
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