Ressalvando que tem procurado direcionar sua atuação para temas maiores de interesse de seu estado e do país, o senador Sebastião Rocha (PDT-AP) disse que se via obrigado nesta terça-feira (dia 19) a abordar questões paroquiais: pediu a revisão de algumas normas - que considera inaceitáveis e prejudiciais à cidadania - de concurso que será realizado pelo governo do Amapá. O senador cobrou do Executivo estadual um relacionamento mais respeitoso e democrático com a imprensa e com os demais poderes.
Sebastião Rocha considera haver três aspectos que devem ser revistos no edital do concurso previsto para janeiro. O primeiro diz respeito ao contrato, no valor de R$ 1,25 milhão, sem licitação, para que a Fundação Carlos Chagas realize o concurso. As autoridades estaduais afirmam que não houve concorrência por causa da qualificação da instituição escolhida, mas o senador entende que existem muitas outras instituições qualificadas e que a licitação é necessária.
Rocha também criticou a decisão de incluir na prova questões sobre o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Amapá (PDSA). "Ora, desenvolvimento sustentável é uma estratégia de governo e, sobretudo com relação ao governo do Amapá, não existe qualquer literatura à disposição dos jovens que vão concorrer às 2.044 vagas", afirmou o senador.
O terceiro ponto do edital que Rocha deseja ver modificado é o que determina a realização de provas nas cidades de São Paulo e Fortaleza. Segundo o senador, o estado deveria divulgar o edital em todo o Brasil, mas as provas, até pela necessidade de se dar uma oportunidade aos amapaenses, teriam que ser realizadas no Amapá.
As relações do governo estadual com a Assembléia Legislativa, o Tribunal de Justiça e a imprensa deterioram-se cada vez no Amapá, segundo Sebastião Rocha. O senador julga legítimo que o goveno recorra das decisões da Asembléia Legislativa e do Tribunal de Justiça, mas não admite que o Executivo tente estabelecer hegemonia sobre os demais Poderes, "porque issso não é democrático".
O senador citou também um episódio que considera risível no relacionamento do governo estadual com a imprensa no Amapá: a assessora de Comunicação está processando uma jornalista, e dela pedindo indenização milionária, por esta ter divulgado que, em determinada situação, a assessora estava de mau humor.
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