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MARINA LEVANTA PROBLEMA DE COMUNIDADE INDÍGENA EM MATO GROSSO DO SUL

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 19 de outubro de 1999
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Em nome da liderança do Bloco Oposição, a senadora Marina Silva (PT-SP) disse nesta terça-feira (dia 19) que o governo tem a obrigação de resolver o problema da comunidade indígena no município de Dourados (MS), garantindo a posse dos índios em seu território e indenizando os colonos, assentados na região pelo governo Getúlio Vargas, em 1953. A senadora anunciou que visitou neste final de semana algumas comunidades do grupo Guarani, em Mato Grosso do Sul - a imprensa vem, há algum tempo, noticiando casos de suicídio entre os índios Guarani-Kaiowás. De acordo com Marina, o estado, que possui a segunda maior população indígena do Brasil (60 mil), vive uma situação fundiária caótica.

A disputa por terras, aliada a um fundo um processo "perverso" de desapropriação de sua cultura, tem levado, na avaliação da senadora, as populações indígenas ao desespero. Ao todo são mais de 300 suicídios, abranjendo em sua maioria a faixa etária dos 12 aos 25 anos, conforme exemplificou Marina. .

No município de Kaarapó, relatou a senadora, a situação é de tensão devido a uma ordem judicial que determinou a reitegração de posse de uma área que estava sendo ocupada pela aldeia Taquara, desde 27 de abril. Outro caso, segundo Marina, é o da aldeia de Panambizinho, em Dourados, que tem 1200 hectares, apenas 60 deles sob o domínio dos 340 índios que vivem no local. .

- Nunca vi situação tão dramática. Venho de um estado onde 11 mil índios, em 13 povos diferentes, são detentores de 10% do território, enquanto que em Mato Grosso do Sul 60 mil índios vivem em apenas 1% das terras do estado - frisou a senadora, que informou que o governador do Acre, Jorge Viana, já garantiu a demarcação de 80% das terras indígenas. .

Em aparte, o senador Artur da Távola (sem partido-RJ), que se declarou uma pessoa moderada, mas totalmente radical em relação à questão indígena, elogiou a iniciativa do governo do Acre de manter duas comunidades indígenas afastadas do contato com os homens brancos. Este contato, continuou o senador, só redundou em destruição e desagregação.

 

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