A formulação de uma agenda positiva para o país foi sugerida pelo senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO) como forma de ajudar o governo a recuperar a credibilidade e a liderança, "perigosamente abalados pelos descaminhos que vêm ameaçando o futuro da nação". Segundo o senador, somente uma agenda positiva poderá abrir o caminho da superação das crises e da retomada de um novo projeto de desenvolvimento com justiça social. O senador disse estar preocupado com o processo de descontentamento generalizado que se agrava no país.
Siqueira entende que este processo é resultante da pouca capacidade que governo e oposição têm de gerar uma agenda capaz de ditar rumos para o país, e dos interesses populistas que, sem apresentar soluções, procuram insuflar o descontentamento popular e criar o ambiente propício ao confronto e à convulsão social.
- Refiro-me não só a movimentos espúrios freqüentemente levados às ruas, onde se misturam causas legítimas com interesses escusos de ordem ideológica, mas também ao festival de denúncias, que mais do que à verdade e à transparência, buscam desmoralizar as instituições e os que legitimamente as representam. Tais atitudes, além de nocivas ao próprio exercício da vida democrática, enfraquecem o instituto da denúncia e da investigação, um das competências desta Casa, que o vem exercendo com empenho e responsabilidade - opinou o senador.
Para Eduardo Siqueira Campos, o debate sobre a eliminação da miséria, proposto pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e que está ocorrendo na Comissão Especial de Combate à Pobreza, pode ser um bom começo. O senador acredita que a questão da miséria está na essência dos problemas brasileiros e é uma conseqüência da crise financeira. O senador por Tocantins defendeu a eliminação da pobreza como a base de uma nova política econômica.
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