As regiões Norte e Nordeste exigem tratamento diferenciado na aplicação dos recursos públicos, pois ainda necessitam da presença do Estado para se desenvolver, conforme alertou em plenário, nesta quinta-feira (dia 14), a senadora Maria do Carmo (PFL-SE). Ela defendeu que o corte de R$ 1,2 bilhão no orçamento do próximo ano - anunciado pelo governo para cobrir perdas decorrentes da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a contribuição previdenciária de servidores ativos e inativos - seja feito de forma seletiva e ponderada.
Destacando que o governo federal já admite rever o pacote de corte de gastos e aumento da carga tributária, Maria do Carmo observou que se devem encontrar alternativas para a manutenção dos recursos destinados à área social - saúde, educação, promoção da assistência social e reforma agrária - e para que as regiões mais carentes não sejam atingidas dentro de seus limitados programas.
- Precisamos olhar pelo nosso Nordeste, que não é apenas dos nordestinos, mas de todo o país, com a atenção especial que ele merece. O Nordeste, infelizmente, ainda não conta com infra-estrutura sólida para atrair o capital privado. Lá, estamos lutando para mudar essa realidade - disse a senadora.
Maria do Carmo afirmou que os problemas da migração e do inchaço das metrópoles serão minorados com a redução dos desequilíbrios regionais, já que os nordestinos não mais terão que deixar sua terra em busca de melhores condições de vida.
- Contamos com uma retificação na proposta orçamentária baseada em cortes seletivos, estudados e ponderados. Precisamos, mesmo, de uma visão diferenciada para o Norte e o Nordeste e, conseqüentemente, estaremos trabalhando para o bem-estar de todos - enfatizou.
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