"A escola de que o país precisa é aquela capaz de garantir uma educação voltada para os interesses da maioria da sociedade e que vai dos primeiros ensinamentos na creche até a universidade", disse o senador Geraldo Cândido (PT-RJ) ao defender nesta quinta-feira (dia 14) o Plano Nacional de Educação (PNE) apresentado por entidades representativas do setor, como alternativa ao PNE que o governo encaminhou no ano passado ao Congresso. .
Segundo o senador, a proposta das entidades educacionais, conhecida como PNE da Sociedade Brasileira, concede ao Estado a responsabilidade de financiamento da educação, amplia a democratização nos estabelecimentos de ensino e dá maior autonomia pedagógica às escolas e universidades. Geraldo Cândido informou que as entidades que integram o Fórum Nacional em Defesa da Educação Pública estão encaminhando um abaixo-assinado em nível nacional para transformar o PNE da Sociedade Brasileira em projeto de lei de iniciativa popular. .
Cândido criticou a proposta do governo, que, na sua opinião, pretende consolidar o neoliberalismo na área educacional, retirando da competência do Estado o financiamento da educação, centralizando decisões pedagógicas, e limitando a participação democrática de alunos e professores nas decisões escolares. .
- Enquanto o Ministério da Educação quer formar mão-de-obra barata para o mercado, a proposta dos setores populares é formar cidadãos para a sociedade. Enquanto o MEC quer aprofundar a exclusão de amplos setores sociais, o PNE da Sociedade Brasileira quer uma educação que prepare as pessoas para construir, coletivamente, um projeto de inclusão e de qualidade social para o país - salientou o senador, que aproveitou para homenagear os docentes brasileiros pela do Dia do Professor, a ser comemorado nesta sexta-feira (dia 15).
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "GERALDO CÂNDIDO DEFENDE ALTERNATIVA À PROPOSTA EDUCACIONAL DO GOVERNO"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.