O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) cobrou do governo uma ação enérgica no combate ao crescimento da dívida pública brasileira, sob pena de o país ter de volta o fantasma da inflação. Ele aconselhou o governo, em discurso nesta quinta-feira (dia 14), a buscar a melhoria do perfil da dívida, reorganizar o pagamento dos débitos, com prazos mais longos, e não permitir que estados e municípios se endividem de forma irresponsável.
- O governo perdeu o rumo e não está sabendo encontrar uma saída para um dos problemas mais graves deste país: a dívida pública. Como conseqüência, a economia não cresceu, o desemprego aumentou, a miséria se avoluma e os investidores estrangeiros se afastaram - afirmou Álvaro Dias.
Para o senador, a dívida pública brasileira também é responsável pelas altas taxas de juros praticadas hoje no país o que, a seu ver, inviabiliza o setor produtivo. Conforme afirmou, o empresariado fica impotente para realizar novos investimentos já que também sofre com a pesada carga tributária que, como afirmou, tem suas raízes na ausência de uma política de combate ao crescente endividamento público.
Álvaro Dias entende ser chegado o momento de o governo e o próprio Congresso Nacional darem um basta ao endividamento público, considerado por ele como "o maior drama brasileiro e a matriz de todos os nossos problemas". Ele se manifestou a favor de punições contra os governantes que gastam recursos de forma irresponsável, endividando ainda mais estados e municípios.
Depois de voltar a defender a aprovação de novos empréstimos para estados e municípios e a rolagem de suas respectivas dívidas somente com a aprovação de dois terços dos senadores, Álvaro Dias disse que a situação é tão grave que o próprio Banco Mundial aconselhou o Brasil "a deixar os estados quebrarem".
De acordo com reportagem publicada no Jornal do Brasil, lida por Álvaro Dias, "o Bird acredita que o país só vai resolver seus problemas fiscais no dia em que o governo federal deixar um estado dar um calote em seus credores, em vez de bancar a dívida feita pelos governadores".
"As recomendações do Bird bem demonstram a gravidade de nossa situação", observou o senador, acrescentando que o Paraná, "que no passado era considerado um paradigma, é o mais inadimplente dos estados e registra o maior crescimento da dívida pública".
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