A requerimento do senador Pedro Simon (PMDB-RS, o Senado aprovou nesta quarta-feira (dia 13) voto de pesar pela morte do ex-deputado Wilson Vargas. O senador José Fogaça (PMDB-RS) também prestou homenagem ao ex-deputado, dizendo que ele abriu as portas para a geração de políticos gaúchos que surgiu no final da década de 70. O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, associou-se à dor dos gaúchos, testemunhando a coragem de Wilson Vargas.
Antonio Carlos disse que o perfil traçado por Simon traduzia exatamente o homem que foi seu colega na Câmara dos Deputados. Ele definiu Wilson Vargas como um homem público de muita coragem, que tinha também os rompantes característicos daquela região. Conforme Antonio Carlos, a morte foi uma perda para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.
Ao traçar o perfil de Wilson Vargas, Simon disse que devia ser aprovada uma lei proibindo os amigos de morrerem em feriados, visto que os companheiros só ficam sabendo depois do enterro. O senador classificou o amigo como um dos homens mais extraordinários e de maior dignidade que conheceu e acrescentou que Wilson Vargas tinha, além de todas as qualidades do gaúcho, os gestos largos e o discurso empolgante capaz de mobilizar multidões.
O senador José Fogaça (PMDB-RS) disse que o homenageado, que tinha suas raízes no trabalhismo de Getúlio Vargas, foi uma das maiores lideranças do Rio Grande do Sul neste século, sendo um nome que vai para a galeria das mais notórias expressões políticas do estado. Ele lembrou que no começo de sua vida pública teve em Wilson Vargas a palavra de apoio, estímulo e esclarecimento. "Ele abriu-me as portas da compreensão do universo político novo e dava lições permanentes de consciência política. Recebi dele ensinamentos eternos e imutáveis em matéria de comportamento político", afirmou Fogaça.
Link para a página original
0 pessoas comentaram a notícia "APROVADO VOTO DE PESAR PELA MORTE DE WILSON VARGAS"
Deixe o seu comentário
* Os textos publicados neste espaço são de responsabilidade única de seus autores e podem não expressar necessariamente a opinião do Direito 2.