O governo brasileiro e o Congresso Nacional "têm que olhar com muito mais profundidade para a Amazônia", alertou nesta segunda-feira (dia 11) o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Ele lembrou declarações de autoridades estrangeiras segundo as quais "a Amazônia seria grande demais para só o Brasil cuidar e importante demais para o mundo".
A situação na Colômbia, o narcotráfico e o comércio de armas na Amazônia exigem, na opinião do senador, que o governo brasileiro se empenhe junto aos países latino-americanos limítrofes à região amazônica por uma política de preservação, desenvolvimento e garantia da soberania nacional sobre a Amazônia . "Temos que fazer nossa parte", defendeu.
Simon referiu-se a declarações de autoridades americanas que, em razão da situação na Colômbia, já teriam aventado a possibilidade de enviar tropas àquele país por decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) e sem o aval da Organização das Nações Unidas (ONU), à semelhança do que aconteceu na Iugoslávia, invadida por tropas da Organização do Tratato do Atlântico Norte (Otan).
O senador lembrou o Projeto Calha Norte, implementado pelo então presidente José Sarney, com a visão estratégica de ocupar as fronteiras da região, e disse que os parlamentares amazônidas têm, corretamente, reivindicado recursos orçamentários que evitem a sua paralisação. O Calha Norte consta do Plano Plurianual de Investimentos (PPA), reconheceu Simon, mas os recursos totalizam "algo parecido com zero, porque não dá para fazer praticamente nada".
Para Simon, é "compreensível" que os americanos se preocupem com a possibilidade de a Colômbia instalar um sistema produtivo integralmente voltado para o narcotráfico. Ele observou que o Brasil também deve se preocupar, orientando um grande debate entre os países amazônicos sobre a região que é de sua responsabilidade coletiva.
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