O pronunciamento do senador Tião Viana (PT-AC), alertando para os problemas que podem decorrer da cisão da hidrelétrica de Tucuruí, recebeu apartes dos senadores Mozarildo Cavalcanti (PFL-RR), Amir Lando (PMDB-RO) e Romero Jucá (PSDB-RR).
O senador Mozarildo Cavalcanti responsabilizou o governo federal por deixar desassistida a vasta fronteira amazônica, o que permite o narcotráfico e ameaças à soberania nacional. Ele entende que a possível cisão de Tucuruí exige análise profunda e deve ser descartada neste momento. "Acho que temos efetivamente que chamar a atenção cada vez mais do governo federal para os pecados que vem cometendo na Amazônia, antes que a região deixe de ser brasileira", alertou.
Já Amir Lando lembrou que matéria do Jornal do Senado, publicada nesta sexta-feira (dia 1º) sob o título Lando propõe uma discussão ampla sobre privatização do setor elétrico, reflete suas preocupações sobre o tema. O senador afirmou que "a privatização é extremamente danosa, porque separar Tucuruí é tirar a fonte de renda que garante o financiamento das termoelétricas". O senador disse que em Rondônia, com a terceirização, uma empresa multinacional está cobrando R$ 93,00 pelo quilowatt/hora, contra R$ 40,00 a R$ 50,00 que eram pagos anteriormente.
O senador Romero Jucá (PSDB-RR) observou que haverá neste início de outubro audiência pública em reunião conjunta das Comissões de Fiscalização e Controle - por ele presidida - e de Serviços de Infra-Estrutura, exatamente para discutir o modelo de privatização da Eletronorte, com a cisão ou não de Tucuruí. Disse que participarão os presidentes da Eletrobrás e da Eletronorte, assim como servidores da Eletronorte. Jucá afirmou também que o governo federal vem realizando elevados investimentos no setor energético na região Norte.
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