O senador Carlos Patrocínio (PFL-TO) colocou à disposição de possíveis interessados o relatório de impacto ambiental e as recomendações para projeto, construção e operação de embarcações na Hidrovia Araguaia/Tocantins, segundo ele submetida a "uma polêmica ecológica" que os referidos documentos não autorizariam. Ele salientou a importância da hidrovia na geração dos empregos necessários à efetiva erradicação da pobreza no país e defendeu a realização das audiências públicas necessárias ao licenciamento ambiental da hidrovia, suspensas por decisão judicial.
Muitas informações que circulam na mídia impressa não têm fundamento, conforme o chefe do núcleo de operações da Administração de Hidrovias do Tocantins e do Araguaia (AHITAR), sociedade de economia mista federal vinculada ao Ministério dos Transportes, disse o senador. O relatório de impacto ambiental, afirmou, é resultado do trabalho de 52 especialistas, sete dos quais antropólogos que chegaram a especificar "medidas mitigadoras e compensatórias", as quais são aplicadas a empreendimentos viáveis. "Caso condenassem a obra, não haveria motivo para a apresentação dessas medidas, que foram acatadas e deverão ser executadas", frisou.
Ao resumir os principais pontos do relatório, Carlos Patrocínio enfatizou que o rio Tocantins não sofrerá intervenções em função da construção da usina hidrelétrica de Serra da Mesa e que as dragagens de instalação e manutenção, assim como os derrocamentos, não provocarão alterações hidrológicas. Quanto aos seres vivos, acrescentou, as intervenções nos rios Araguaia, Tocantins e das Mortes não poluirão as águas e, portanto, não influirão na taxa de mortalidade indígena. Quanto aos animais em extinção existentes na região, eles "foram relacionados, não se comprovando aumento de riscos a essas espécies".
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