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NABOR COBRA MELHOR ATENDIMENTO MÉDICO PARA A AMAZÔNIA

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 5 de novembro de 1999
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Oito mil brasileiros tentam atualmente obter diplomas na área de saúde em universidades bolivianas sem perspectiva de depois validá-los no Brasil, conforme assinalou nesta sexta-feira (dia 5), em plenário, o senador Nabor Júnior (PMDB-AC). Enquanto isso, acrescentou, médicos e dentistas bolivianos e peruanos atuam irregularmente na Amazônia, juntamente com brasileiros formados naqueles países, contra a vontade dos conselhos regionais de medicina e odontologia. Para o senador, o governo federal tem à frente o desafio de regulamentar a atuação de profissionais de saúde na Amazônia e, ao mesmo tempo, incentivar a formação universitária na região.

Nabor lembrou que a Amazônia representa mais de metade do território nacional e abriga uma população duplamente punida: sofre com a falta de médicos, mas também de agrônomos e sanitaristas, e com a falta de escolas para formar seus filhos. Existem apenas quatro faculdades de medicina - três públicas e uma particular - em toda a região. Os demais cursos oferecidos são quase todos ligados a campos teóricos.

- É um crime, é um pecado, é uma crueldade, o que se comete nesse amontoado de atos e de omissões ¿ disse o senador, que lamentou a concentração de profissionais de saúde na região Centro-Sul, mesmo quando são oferecidos bons salários (R$ 6 mil) na região Norte.

Um complicador, de acordo com Nabor, é que o governo não firmou acordos bilaterais com os países vizinhos para permitir que diplomas de estrangeiros e brasileiros fossem reconhecidos no Brasil.

- Enquanto não puder oferecer vagas suficientes para todos os seus jovens em idade universitária, o Brasil deve incentivá-los a buscar no exterior um diploma e, mais tarde, validá-lo, como forma de permitir o seu acesso ao mercado de trabalho ¿ sugeriu Nabor.

Em aparte, o senador Tião Viana (PT-AC) informou ter levado ao conhecimento do governo o problema dos brasileiros que vão em massa estudar na Bolívia, mas não recebeu nenhuma promessa de solução a curto prazo. Viana lembrou a importância da criação de uma outra faculdade de medicina na Amazônia e do fechamento de "metade" das escolas médicas brasileiras por falta de mínimas condições de ensino.

A existência de "usinas de diplomas" também foi condenada por Nabor Júnior. Ele ressalvou, entretanto, as universidades amazônicas, em especial as do estado do acre, que, em sua opinião, vão muito além do que se poderia esperar, em virtude da falta de recursos financeiros, equipamentos e laboratórios.

 

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