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SENADORES INICIAM DISCUSSÃO DE PEC QUE IMPEDE REEDIÇÃO DE MPS

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 4 de novembro de 1999
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nador JoséFogaça (PMDB-RS) à proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita a edição deMedidas Provisórias (MPs) teve seu primeiro dia de discussão em plenário nestaquinta-feira (dia 4). Os senadores poderão oferecer emendas até o final dos cinco diasde discussão da proposta em primeiro turno. Caso isso ocorra, a PEC volta para aComissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde Fogaça deve apresentarparecer sobre as alteração sugeridas.

Na reunião da última quarta-feira (dia 3), a CCJ aprovou o substitutivo de Fogaça, queaproveitou parte da proposta aprovada pelo Senado e parte do substitutivo aprovado pelaCâmara dos Deputados. Durante a tramitação no Congresso, a proposta original,apresentada pelo ex-senador Esperidião Amin em 1995, foi ampliada, incluindo alteraçõesem sete artigos da Constituição.

A Agência Senado elaborou um quadro comparativo entre a legislação atual e as propostasde mudança, já aprovadas pela CCJ e pela Câmara, no instituto da Medida Provisória. Asdiferenças entre os substitutivos concentram-se sobretudo na redação do artigo 62 daConstituição que trata diretamente da MP e de sua tramitação no Congresso Nacional.

Mudanças

O que diz a Constituição

O que diz a proposta aprovada pelo Senado

O que diz o substitutivo da Câmara

O que diz o substitutivo de Fogaça

Caput

As MPs, que têm força de lei, só podem ser editadas pelo presidente em caso de relevância e urgência. Elas devem ser submetidas imediatamente ao Congresso .

Idem

Idem

Idem

Vedações

Não havia vedação explícita. As emendas constitucionais 6 e 7 proibiram a edição de MP para regulamentar artigo da Constituição que já tivesse sido alterado por emenda.

Mantém as relacionadas na Constituição e proíbe a edição de MP com dispositivos estranhos à matéria de que trata e de MP sobre matéria relativa a nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos, direito eleitoral, penal, organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos, matéria reservada a lei complementar, matéria de competência exclusiva do Congresso ou matéria já disciplinada em lei aprovada pelo Congresso.

Mantém as relacionadas na Constituição e proíbe a edição de MP sobre matéria relativa a nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos, direito eleitoral, penal, processual penal, processual civil, organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos, e sobre matéria reservada a lei complementar ou matéria já disciplinada em lei aprovada pelo Congresso.

Mantém a redação da Câmara

Prazo de Validade

30 dias

90 dias, contados a partir da publicação, admitida prorrogação por igual período por ato do presidente da República caso não tenha sido convertida em lei.

60 dias, prorrogável uma vez por igual período, contados a partir da publicação. Durante o recesso do Congresso Nacional, a contagem do prazo fica suspensa.

Mantém a redação da Câmara e estabelece que a MP só será prorrogada por 60 dias caso a votação não tiver sido ultimada nas duas Casas do Congresso.

Reedição

Não faz menção. Porém, o STF, durante o governo do ex-presidente José Sarney interpretou que a reedição é constitucional. Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Roberto Requião (PMDB-PR) contestam a decisão do STF.

Veda a reedição, na mesma sessão legislativa, de MP que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido eficácia por decurso de prazo.

Não faz menção.

Mantém o texto aprovado pelo Senado

Tramitação no Congresso

Não faz menção. Hoje, a tramitação de MPs obedece ao Regimento Comum do Congresso.

A apreciação da MP será iniciada na Câmara ou no Senado, observado o critério de alternância e caberá a comissão mista emitir parecer sobre a MP antes de serem apreciadas. Explicita que o voto contrário de uma das Casas implicará a rejeição da matéria.

Caso a MP não seja apreciada em até 45 dias, as pautas do Congresso, do Senado e da Câmara ficam sobrestadas, com exceção das propostas que tenham prazo constitucional. A apreciação das MPs em vigor na data da promulgação da emenda deverá ser concluída em 180 dias, sob pena de sobrestamento de todas as decisões do Congresso e das duas Casas.

 

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