Ao fazer um balanço sobre a audiência pública realizada na terça-feira da semana passada (dia 26), na Comissão de Educação, com o objetivo de fornecer subsídios para a discussão do projeto que institui a Semana Nacional de Combate e Prevenção ao Câncer de Próstata, do qual é relator, o senador Sebastião Rocha (PDT-AP) revelou que poderá fazer modificações na proposta da deputada Telma de Souza (PT-SP). Ele justificou a necessidade de mudanças na proposição da deputada pela controvérsia existentes entre os especialistas no assunto.
- De certa forma, ficamos decepcionados, pois a polêmica e a controvérsia confirmaram o que a literatura mostra acerca da experiência dos especialistas e de acadêmicos: que aparentemente a prevenção não contribui muito para a redução da mortalidade, da morbidade e para que se melhore a sobrevida do portador do câncer de próstata ¿ explicou Sebastião Rocha.
Mesmo anunciando a possibilidade de modificar o projeto da deputada paulista, Sebastião Rocha ressaltou a importância da iniciativa que, segundo ele, tem como um dos objetivos básicos permitir que os homens vençam o tabu, derrotem o preconceito e encarem de frente a questão do câncer de próstata, submetendo-se aos exames necessários de forma rotineira e sistemática.
Referindo-se especificamente à audiência pública que reuniu os doutores Álvaro Sarkis e Sami Arap, da Faculdade de Medicina da USP; Ronaldo Damião, da Sociedade Brasileira de Urologia; além de José Kogute e Maria Inês Gadelha, do Instituto Nacional do Câncer, Sebastião Rocha classificou o resultado como positivo. Ele acrescentou que o caminho correto a seguir é uma campanha ostensiva de divulgação na imprensa para que a população se conscientize do problema.
Em aparte, o senador Tião Viana (PT-AC) informou que, devido a polêmica sobre os benefícios de uma campanha de prevenção ao câncer de próstata, ele solicitou ao Ministério da Saúde que chegasse a uma conclusão oficial sobre o que os homens brasileiros devem fazer: se devem ou não procurar rastrear a doença de maneira preventiva. Já o senador Romeu Tuma (PFL-SP) ressaltou a importância da discussão do tema e lembrou que o tumor na próstata é uma das doenças mais graves para os homens, principalmente entre os 50 e 60 anos.
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