Alertando que o futuro do Brasil está em jogo, o senador Arlindo Porto (PTB-MG) conclamou nesta quinta-feira (dia 4) os Poderes Legislativo e Executivo, os empresários, os sindicatos e toda a sociedade brasileira a promoverem ampla discussão sobre as regras do comércio internacional para que o país participe com unidade de pensamento da Rodada do Milênio, da Organização Mundial do Comércio, que se realizará neste mês de novembro, nos Estados Unidos.
Arlindo Porto disse que o Brasil se encontra hoje em posição altamente desfavorável porque assinou o Acordo da Organização Mundial do Comércio, em 1994, sem antes haver debatido a questão com todos os segmentos da sociedade. "As restrições ao mercado foram impostas ao Brasil e por isso a atividade produtiva brasileira está sofrendo um processo de dilapidação", afirmou.
- Precisamos discutir os subsídios que são colocados pelos mercados americano, europeu e até japonês, enquanto nós, países em desenvolvimento, não podemos oferecer subsídios, por falta de condição econômica e financeira e em função das regras impostas pela OMC. Que o Brasil não seja apenas importador de produtos industriais, mas também exportador, assim como de produtos transformados e também, lamentavelmente, de matéria-prima - enfatizou.
Segundo Arlindo Porto, o Brasil enfrenta, no mercado internacional, barreiras comerciais, com uma sobretaxa elevada, além de barreiras fitossanitárias, que exigem dos brasileiros uma qualidade superior àquela dos países importadores. O suco de laranja brasileiro recebe nos Estados Unidos uma sobretaxa de 453 dólares por tonelada, enquanto o fumo é taxado em de 358%. Já o frango, para entrar na Europa, recebe sobretaxa de 78%, segundo o senador.
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