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AMORIM DEFENDE ALONGAMENTO DA DÍVIDA PÚBLICA

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 4 de novembro de 1999
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Inconformado com o rumo da política econômica brasileira, o senador Ernandes Amorim (PPB-RO) disse que chegou o momento de o governo instituir o confisco e o empréstimo compulsório sobre os credores da dívida pública, "com prazo e juro que forem convenientes ao governo e não ao mercado", para amenizar o ajuste fiscal. O senador reconhece que a medida tem conseqüências negativas, mas observou que "tem que ser colocada na mesa porque é uma possibilidade legal, prevista na Constituição". .

O senador ressaltou que os objetivos fiscais e toda a política econômica, que, a seu ver, sacrifica o povo brasileiro, tem como única meta assegurar a liquidez aos credores da dívida pública, "que recebem as mais altas taxas de juro do mundo em nome de um risco que ninguém vê acontecer". .

Amorim citou notícias publicadas na imprensa segundo as quais o governo irá adotar medidas com o objetivo de alongar os prazos de vencimento da dívida pública, lembrando que hoje o prazo médio dos títulos do governo federal é de 11 meses. .

- A cada 11 meses se efetua a rolagem de R$ 400 bilhões. Então, nesse prazo, qualquer abalo momentâneo é refletido nos juros ou na taxa cambial, e, além disso, 60% da dívida é pós-fixada e 26% variam com o dólar. A equipe econômica quer diminuir o percentual da dívida pós-fixada, à medida que melhorar o desempenho das contas públicas, mas não vejo a questão assim. Não estou a serviço dos investidores - disse. .

Para o senador, há uma inversão de valores, uma vez quem tem a medida de força não é o mercado, é o governo. .

- Não podemos admitir ficar aqui fazendo reformas, uma atrás da outra, aumentando impostos, diminuindo salários, cortando aposentadorias, facilitando importações, dificultando exportações, tudo apenas para beneficiar o pagamento de juros extorsivos - desabafou o senador, frisando que é hora de o mercado financeiro ceder em sua sede voraz de lucro e negociar condições favoráveis para o alongamento da dívida pública, o que permitiria o crescimento econômico e, então, as condições para o pagamento da dívida.

 

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