O quinto capítulo do relatório, do deputado Roberto Brant (PFL-MG) votado nesta quarta-feira (dia 24) pela Comissão de Erradicação da Pobreza preconiza que o Brasil, ao adotar medidas consistentes num programa de renda mínima, também proponha a instituição de mecanismos internacionais que permitam a todas as pessoas do mundo disporem do mínimo para sobreviver.
Na reunião dos integrantes da comissão com o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) leu o texto que fecharia o capítulo quinto, embora ainda estivesse apenas manuscrito. A idéia, conforme explicou, é que esses mecanismos internacionais de renda mínima sejam semelhantes ao tributo conhecido como Taxa sobre Transações Financeiras Internacionais.
Suplicy disse que a idéia é que todos os países instituam um programa de renda básica a fim de que, no próximo século, ninguém mais passe fome. Ele considerou o consenso em torno dessa recomendação uma das grandes realizações da Comissão de Erradicação da Pobreza.
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