O senador Tião Viana (PT-AC) alertou para o grande número de casos de hanseníase no Brasil, durante entrevista concedida à TV Senado, que vai ao ar nesta segunda-feira (dia 19), às 20h30.
Segundo dados apresentados pelo parlamentar, a cada 12 minutos é registrado um novo caso do doença no país, que detém o segundo lugar em número de vítimas no mundo.
Viana lembrou que na última visita ao Acre, o presidente Fernando Henrique Cardoso prometeu se empenhar no desenvolvimento de uma campanha de erradicação da hanseníase. Na opinião do senador, o governo nem precisa investir mais recursos do que já está alocado nas verbas do Ministério da Saúde para combater a doença.
"São 14 milhões de reais por ano previstos no Orçamento do Ministério da Saúde que, se forem bem aplicados, eliminariam totalmente a doença no país num período de 3 anos", afirmou.
O senador ressaltou que há muita desinformação e preconceito contra a hanseníase e lembrou o estigma que acompanha os leprosos desde a era cristã, quando os doentes eram isolados em cavernas. "ainda hoje há muito preconceito que atrapalha um enfrentamento mais eficaz da doença", disse.
Viana explica que, apesar da doença se concentrar nas regiões norte e nordeste do país, ela atinge todas as camadas sociais e em todas regiões, e não apenas naquelas mais pobres. Acrescentou que a hanseníase não é uma doença altamente contagiosa e que para ser contraída é necessário um contato direto com a bactéria que transmite a doença, como por exemplo, alguém se utilizar de talheres ou copos de pessoas que portam a doença. "Mesmo assim, a doença só vai ser contraída se a pessoa tiver uma predisposição para a hanseníase", disse.
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