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LAURO CAMPOS CITA OCASIÕES EM QUE FERNANDO HENRIQUE "APEQUENOU-SE"

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Por: Agência Senado
Data de Publicação: 12 de novembro de 1999
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Lembrando discurso pronunciado na última segunda-feira (dia 8), o senador Lauro Campos (PT-DF) continuou a apontar nesta sexta-feira (dia 12) as vezes em que, segundo ele, o presidente Fernando Henrique Cardoso "apequenou-se", esquecendo ou não podendo cumprir o conselho dado pelo amigo e ministro das Comunicações, Sérgio Motta, que disse, pouco antes de morrer: "Não te apequenes Fernando". A primeira ocasião citada por Lauro Campos em que o presidente da República "apequenou-se" foi na utilização do Proer para socorrer o Banco Nacional que, de acordo com o ele, havia falsificado moeda escritural e tinha em sua direção a nora de Fernando Henrique Cardoso, Ana Lúcia Magalhães Pinto. O prejuízo, segundo o senador, foi de R$ 12 bilhões.Em seguida, o senador pelo Distrito Federal citou o Projeto Sivam, no qual o governo brasileiro recebeu empréstimo de US$ 1,3 bilhão do Eximbank, com a condição de que o dinheiro só poderia ser utilizado para a compra de equipamentos produzidos pela empresa Raytheon, dos Estados Unidos. Ele concluiu que Fernando Henrique apequenou-se ao aceitar tal cláusula, que permitiu a criação de 20 mil postos de trabalho nos EUA, ao invés de criar 60 mil novos empregos no Brasil.Lauro Campos também falou sobre o episódio da privatização das empresas estatais de telecomunicações. Ele criticou a atuação do sucessor de Sérgio Motta no Ministério das Comunicações, Mendonça de Barros, e do BNDES no leilão do Sistema Telebrás. Esta foi outra ocasião em que o presidente apequenou-se, na opinião do senador, sobretudo quando permitiu que André Lara Rezende, então presidente do BNDES, utilizasse o seu nome para conseguir avais e recursos para favorecer o Banco Opportunity.- Ao invés de o governo pensar em vender o Banco do Brasil, deveria era privatizar o BNDES, ele que é o órgão privatizador e doador, ele que é perverso para a sociedade. Desde o princípio, em 1953, ele retira recursos da sociedade, com juros subsidiados e prazos camaradas, e entrega para os capitalistas nacionais e estrangeiros ¿ afirmou.

 

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