Após ter proposto três formatos diferentes para a privatização da hidrelétrica de Tucuruí, já é hora de o governo abrir a discussão e ouvir o que têm a dizer a comunidade científica e os representantes políticos da região, defendeu nesta quinta-feira (dia 11) o senador Ademir Andrade (PSB-PA). "O governo tem que dividir responsabilidades", insistiu.O senador relatou que, em audiência com o secretário-geral da Presidência da República, Aloísio Nunes Ferreira, uma comitiva de parlamentares e funcionários da Eletronorte "deparou-se com a arrogância do ministro, infenso a qualquer discussão que questionasse o programa do governo de privatização do setor elétrico". Conforme o senador, o ministro iniciou a audiência dizendo que não gostaria de discutir privatização, mesmo porque "o governo foi eleito para isso, é isso que o povo espera do governo". Para Aloísio Nunes, os parlamentares é que deveriam abrir-se para ver as vantagens da privatização da hidrelétrica, o que, na opinião de Ademir, "evidencia que o ministro não tem conhecimento de causa". Ademir Andrade disse que considera "essa ânsia privatista incoerente", tanto que Aloísio Nunes não teria respondido a questionamento sobre por que o governo bancará a construção da segunda etapa de Tucuruí, no valor de R$ 1,2 milhão, se pretende privatizá-la. As empresas de alumínio Albrás, Alunorte e Alcoa, responsáveis por 40% do consumo da energia gerada por Tucuruí, impõem um prejuízo anual de US$ 200 milhões à Eletronorte, disse, mas recusaram-se a assumir a segunda etapa de Tucuruí.
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