Ao registrar que nesta quarta-feira (dia 10) o Fórum Nacional de Luta por Terra, Trabalho, Cidadania e Soberania realizou manifestações em vários estados brasileiros para marcar o Dia Nacional de Paralisação e Protesto, o senador Geraldo Cândido (PT-RJ) explicou que a mobilização tem o objetivo de protestar contra a "política entreguista" do presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele acrescentou que o atual governo entrará para a história como o maior destruidor das riquezas e dos valores nacionais.
- Vivemos um momento de destruição do tecido social, onde o narcotráfico se mostra íntimo do poder, onde uma única quadrilha estende seus tentáculos por mais de 14 estados da federação. Um momento em que nossos jovens, desesperançados de alguma oportunidade futura, se entregam à violência, à prostituição e às drogas - denunciou Geraldo Cândido.
O senador pelo Rio de Janeiro observou que a violência não surge em vão, mas é causada pela concentração de renda, a exclusão social e o desemprego, que, segundo ele, é o maior problema do Brasil. Geraldo Cândido citou pesquisa realizada pela Unicamp para informar que o país hoje detém 5% de todo o desemprego mundial, o que equivale a sete milhões de trabalhadores sem emprego.
Na avaliação do senador, desde o início o governo Fernando Henrique Cardoso fez crescer a massa de desempregados, deixando os trabalhadores ainda mais pobres. Geraldo Cândido destacou que os próprios dados oficiais comprovam sua afirmação. Ele citou como exemplo levantamento feito pelo Ministério do Trabalho e Emprego que aponta que nos últimos cinco anos cerca de 1,5 milhão de trabalhadores foram demitidos.
As reivindicações dos participantes das manifestações pelo Dia Nacional de Paralisação e Protesto, segundo o senador, são a suspensão do pagamento da dívida externa, redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais e um aumento de 10% nos salários para todos os trabalhadores. Os manifestantes, segundo Geraldo Cândido, também protestam contra o projeto do governo para a Previdência Social.
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