Ao discursar, nesta quarta-feira (dia 9), na sessão comemorativa dos 50 anos da Legião da Boa Vontade (LBV), o senador Artur da Távola (PSDB-RJ) ressaltou o caráter pioneiro da organização que, ainda nos anos 50, defendia princípios ecumênicos ligados à caridade de se "fazer o bem sem olhar a quem".
De acordo com Távola, o criador da LBV, o radialista Alziro Zarur, estruturou a Legião nos moldes de uma organização não governamental, muito antes das ONGs virarem moda. "Nesse aspecto, ele se assemelhou a Betinho (o sociólogo Herbert de Souza) que, para combater a fome e a miséria, também se transformou em ONG. A visão ecumênica de Zarur fez com que a LBV tivesse caráter religioso, sem se ligar a qualquer religião em particular".
O senador destacou que a LBV, em 1998, atendeu a 3,8 milhões de pessoas, entre consultas médicas, escolas para crianças e de ensino profissionalizante, creches, lares para idosos, atendimentos de emergência, ronda da caridade, a chamada "sopa dos pobres", e distribuição de cestas básicas. "A legião também arrecadou mais de 4 milhões de quilos de alimentos para distribuir na campanha SOS Nordeste", acrescentou Artur da Távola.
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