O senador Moreira Mendes (PFL-RO) pediu, nesta quarta-feira (dia 8), que a Assembléia Legislativa de Rondônia rejeite a prestação de contas do governador Waldir Raupp relativas ao exercício de 97 e 98, seguindo a orientação do Tribunal de Contas do Estado que as considerou "fraudulentas".
- O lugar de administradores como ele é na cadeia. A gestão Raupp, entre 95 e 99, foi uma sucessão de escândalos, envolvendo malversação de verbas públicas desviadas por uma verdadeira quadrilha que inclui os cunhados do governador, José de Almeida e Amarildo Rocha, seu sobrinho João Assis Ramos e outros, que já tiveram prisão preventiva decretada - afirmou.
O senador por Rondônia pediu a inclusão nos anais do Senado do relatório do Tribunal de Contas do Estado. "Ele demonstra que a Ceron (Companhia Energética do Estado) foi saqueada, e o patrimônio desviado pela quadrilha no governo. O Banco do Estado de Rondônia (Beron) foi liquidado em meados de 1998, deixando R$ 500 milhões a serem pagos pelo sofrido povo de Rondônia".
Moreira Mendes lembrou, ainda, o desvio de verbas do FGTS no valor de quase R$ 2 milhões para três contas do governo estadual de onde desapareceram. "Muito estranho, também, foram as tratativas de Raupp com uma empresa da Colômbia, de Cali, para obter empréstimos de US$ 750 milhões oferecendo como garantia terras e bens do estado, sem qualquer base legal, cheirando a proposta de lavagem de dinheiro do tráfico. O fato tornou-se escândalo nacional, que foi abafado pelo ex-governador".
Ao concluir seu pronunciamento, o senador por Rondônia conclamou o Congresso a votar, com rapidez e sem casuísmos, a lei de responsabilidade fiscal, de inciativa do governo federal. "Somente assim teremos base legal para impedir que políticos aventureiros coloquem em risco projetos de desenvolvimento social e econômico de municípios e estados brasileiros".
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