Recordando que havia chamado de "irresponsabilidade democrática" a idéia de criação da CPI do Judiciário, o senador Roberto Freire (PPS-PE), afirmou, em aparte a pronunciamento do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, sobre o trabalho da comissão, que sua preocupação se mantém se a hipótese é intervir naquilo que é competência própria do Judiciário. Ele reconheceu que o bom senso do Senado prevaleceu e que a Casa teve a sabedoria de mover-se dentro de seu espaço, que é o de fiscalizar o Judiciário, não interferindo no âmbito das sentenças. "Quero reafirmar que, em razão desse bom senso, não tivemos atritos", disse.Antonio Carlos Magalhães, em resposta, disse que a dúvida de Freire era natural, e que ninguém deve ficar preso ao que disse no passado, em razão da evolução natural dos fatos. Reconhecendo que Roberto Freire "não morre de amores pelo presidente do Senado", Antonio Carlos disse que, mais uma vez, o senador pernambucano demonstrou seu senso de justiça. Freire voltou a microfone para dizer que não morre de amores, mesmo, e que "a recíproca é verdadeira".
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