O cooperativismo pode contribuir decisivamente para a melhoria dos níveis de emprego do país e para um melhor desempenho da economia nacional, disse nesta segunda-feira (dia 6) o senador Carlos Patrocínio (PFL-TO), que se pronunciou sobre o tema para chamar a atenção do Congresso, dos executivos federal, estaduais e municipais, do Sebrae e de outras entidades representativas para essa alternativa.
A fórmula cooperativista surgiu no século passado, em Rochdale, na Inglaterra, exatamente para combater o desemprego dos tecelões, decorrente da introdução das primeiras máquinas industriais, lembrou o senador. Dessas primeiras cooperativas ao moderno cooperativismo, continuou, mantêm-se os mesmos princípios básicos: a adesão livre e voluntária, a gestão democrática, a participação econômica dos membros, a autonomia e a independência, atualmente acrescidos da responsabilidade com o meio ambiente e da oferta de educação, formação e informação para seus membros, e maior cooperação entre estes e com a comunidade.
O Brasil, na opinião de Carlos Patrocínio, estaria hoje em situação privilegiada no cooperativismo mundial, pois Roberto Rodrigues é o atual presidente da Aliança Cooperativa Internacional, entidade com mais de cem anos de existência, sede em Genebra e 850 milhões de associados. "É um motivo a mais para estimularmos o cooperativismo em nosso país", afirmou.
Outro efeito positivo do cooperativismo sobre a economia estaria no fato de ele também permitir melhor distribuição de renda, o que não é de pouca importância num país que se caracteriza por extrema concentração da renda, completou o senador.
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