O senador Tião Viana (PT-AC), em discurso nesta sexta-feira (dia 3), disse considerar "incompatível com os dias atuais" o episódio de violência ocorrido na quinta-feira (dia 2), em Brasília, quando um manifestante morreu e 36 ficaram feridos em conflito com a Polícia Militar. O senador disse lamentar profundamente o episódio.
Tião Viana frisou que "não há justificativa para as ações praticadas pelo governo do Distrito Federal, do qual os policiais são apenas um instrumento". Ele lembrou que os manifestantes, funcionários da Novacap, empresa de urbanização do governo do Distrito Federal, estavam apenas reivindicando seus direitos.
- Como um ato de reivindicação pode acabar em morte? O presidente da República deveria tomar ações coercitivas e de responsabilidade pública. A Justiça, o Ministério Público têm que se manifestar. O Distrio Federal está manchado pelo sangue da violência. Esse episódio acabou com a vida política do governador do Distrito Federal - sentenciou.
OMC Ao comentar o encerramento, nesta sexta-feira, da 3ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Seattle (EUA), que deve definir os temas e procedimentos gerais da liberalização do comércio mundial para os próximos três anos, o senador disse que a reunião traduziu o que ocorrerá nas relações comerciais do próximo milênio entre os países ricos e os emergentes.
- A OMC, aliada ao Banco Mundial e ao FMI, tem sido um instrumento de controle dos países emergentes. A necessidade de expansão de mercado dos países ricos impõe o enfraquecimento das indústrias dos países periféricos - disse, lembrando que as negociações foram marcadas por um certo pessimismo e falta de consenso.
Na opinião de Tião Viana, o impasse se dá porque os países ricos não abrem mão da proteção de seus mercados e os em desenvolvimento não aceitam ceder mais uma vez sem a contrapartida das grandes potências.
Em aparte, o senador Moreira Mendes (PFL-RO) afirmou que os países que comandam a OMC são "especialistas em impor aos subdesenvolvidos regras que eles mesmos não aceitam". Ele citou como exemplo o fato de que os países ricos subsidiam sua agricultura mas querem proibir essa prática nos países pobres. "Essa tutela é inaceitável", afirmou.
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