O senador Ernandes Amorim (PPB-RO) pediu aos responsáveis pela política externa brasileira que retaliem, no que estiver a seu alcance, contra os países desenvolvidos pelas medidas potecionistas impostas contra a economia brasileira.
Amorim discordou das declarações do ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, segundo o qual o Brasil não poderia boicotar a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Acredito que o Brasil precisa impor suas próprias posições e seus interesses, mesmo que para isso tenha que se retirar da reunião da OMC", sustentou o parlamentar.
"Por que o Brasil tem que manter reservas florestais, se na Europa, Estados Unidos e Canadá isso não é exigido?", indagou o senador, argumentando que, ou o Brasil está na globalização, ou não está. E se está, pensa ele, é para ter as dificuldades, mas também as vantagens. Ele discorda dos que entendem que não há como retaliar, lembrando que é reconhecida a importância da preservação dos recursos naturais na sustentabilidade do planeta. "Ou somos respeitados e nossos interesses atendidos, ou buscamos nossos próprios caminhos", afirmou.
Amorim considera inadmissível que 20% da população mundial, residente nos países desenvolvidos, continue consumindo 80% dos recursos naturais e impedindo que o restante da população do planeta tenha condições de vida dignas. Como exemplo da injustiça cometida pelos países desenvolvidos, o senador informou que, enquanto no Canadá o leite é subsidiado em 87 centavos de dólar, no Brasil não chega 20 centavos o preço pago pelo litro ao produtor.
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