Tendo presidido a Comissão Mista Especial de Erradicação da Pobreza, o senador MaguitoVilela (PMDB-GO) definiu esse trabalho como o mais relevante realizado este ano no Legislativo, porque contempla o ser humano e a sua sobrevivência, "que é o que há de mais importante". O parlamentar se disse convencido de que, em conseqüência dos estudos realizados, no ano 2000 o Brasil vai sair da vergonhosa situação de desigualdade em que se encontra.
Ele entende que o país mudará o rumo de sua política social até por uma questão de racionalidade. "Fica muito mais barato para o país e para a sociedade investir no ser humano antes que ele se torne um delinqüente. Porque cada jovem internado numa casa de detenção ou numa Febem custa ao país em torno R$1 mil por mês. Cada preso neste país custa de R$600,00 a R$800,00 por mês", informou o senador.
Maguito Vilela está certo de que, entrando em vigor as emendas constitucionais produzidas na Comissão de Erradicação da Pobreza, se reduzirá não só a miséria, mas também os índices de violência e criminalidade. "Nós vamos reduzir a violência e dar dignidade ao ser humano. As três propostas de emenda constitucional, que têm a garantia dos presidentes do Senado e da Câmara de que serão votadas logo, têm também o apoio de todos os deputados e senadores. Ninguém é contra acabar com a pobreza", analisou ele.
O parlamentar lembrou que, além dessas PECs, aguarda decisão do Legislativo projeto de Resolução destinado a dar caráter permanente à Comissão de Erradicação da Pobreza, a fim de fazê-la funcionar pelos próximos dez anos. Para o senador, esse instrumento é importante para que o Senado possa acompanhar a aplicação do Fundo Constitucional de Combate à Pobreza e a ação do Conselho Nacional de Solidariedade que, subordinado à presidência da República, terá a incumbência de planejar as ações e autorizar a aplicação dos recursos destinados a eliminar a miséria.
O senador entende que, com a vigência dessas medidas, nos próximos dez anos, o Brasil terá acabado com a indigência. Em sua opinião, isso será conseguido porque o país passará a investir no menor de zero a 16 anos, impedindo que ele se torne um adulto sem perspectivas. Em conseqüência, avalia o parlamentar, será dificultada a reprodução da pobreza. "Nosso trabalho foi exaustivo, mas foi proveitoso. Ouvimos todos os especialistas no assunto e fomos visitar não só focos de miséria, mas também experiências bem sucedidas, que deixam claro ser possível erradicar a pobreza no Brasil", assegurou ele.
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