Para o líder do governo, José Roberto Arruda (PSDB-DF), o Senado primou pela agilidade em 1999. "A Casa votou todos os projetos de interesse do governo e da sociedade que reuniam condições regimentais para votação. Se dependesse somente do Senado, não haveria necessidade de convocação extraordinária", garantiu.Arruda lembrou que o funcionamento das CPIs, longe de paralisar os trabalhos legislativos como muitos temiam, trouxe uma enorme contribuição para melhorar as instituições no Brasil. "Apesar das CPIs, o Senado termina o ano com a pauta limpa. Somente temos para examinar em janeiro três assuntos: o projeto da lei da informática, o projeto proibindo venda de armas e o Fundo de Telecomunicação".Como exemplos de matérias relevantes aprovadas no Senado neste ano, Arruda citou a criação da Agência Brasileira de Informação, o novo estatuto da microempresa, a criação do Ministério da Defesa, a prorrogação da alíquota de 27,5% de imposto de renda até 2003, a renegociação de dívidas de estados e prefeituras, o fim dos juízes classistas e a proibição de bombas de auto-serviço em postos de gasolina que garantiu o emprego de 300 mil frentistas.Segundo Arruda, o próximo ano também será de trabalho intenso, com ênfase nas reformas política e tributária. "Está fadada ao malogro a tese de que eleição e trabalhos legislativos não combinam. Todo ano é "essa lenga-lenga de paralisia do Congresso" que termina não acontecendo. O Brasil já tem maturidade política que se afirma mais a cada eleição", concluiu o líder do governo.
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